15/05/2026 15h00

Dia do Assistente Social: profissionais fortalecem cidadania e ressocialização no sistema prisional capixaba

Nesta sexta-feira (15), é celebrado o Dia do Assistente Social, profissão que exerce papel fundamental no funcionamento das unidades prisionais do Espírito Santo. Na Secretaria da Justiça (Sejus), os profissionais da área atuam diretamente no acolhimento, orientação e acompanhamento das pessoas privadas de liberdade e de seus familiares, contribuindo para uma execução penal mais humanizada e alinhada à Lei de Execução Penal (LEP).

O trabalho é coordenado pela Gerência de Assistência e Avaliação (Geraa), responsável pelas ações de assistência social e psicologia nas unidades prisionais do Estado. Entre as atribuições dos assistentes sociais estão o fortalecimento dos vínculos familiares, o acesso a direitos, encaminhamentos sociais e o suporte aos processos de ressocialização.

Para a gerente de Assistência e Avaliação da Sejus, Regiane Kieper, a atuação desses profissionais é indispensável para a construção de uma política penal mais humana e eficiente. “É um profissional que atua diariamente em um ambiente extremamente desafiador, realizando acolhimento, escuta, orientação e acompanhamento tanto da pessoa privada de liberdade quanto de suas famílias. Ao lado da psicologia, o serviço social contribui diretamente para os processos de reintegração social, fortalecimento de vínculos familiares, acesso a direitos e construção de oportunidades que favoreçam uma trajetória diferente após o cumprimento da pena”, destacou.

Ainda segundo a gerente, mais do que atender demandas técnicas, os assistentes sociais desempenham um papel essencial na promoção da dignidade humana e no desenvolvimento de ações voltadas à ressocialização, contribuindo para o cumprimento da legislação e para o fortalecimento das políticas públicas no sistema prisional capixaba.

Atuação humanizada contribui para garantia de direitos e reintegração social

A servidora Fernanda da Silva Moreira, é subgerente de Assistência Social e atuou nas unidades durante cinco anos atendendo a população carcerária. Segundo ela, exercer a profissão nos presídios representa um desafio diário, por se tratar de um espaço permeado por contradições, que exige constante reflexão crítica e ética acerca da prática profissional.

“A atuação do assistente social possui papel essencial, pautada nos princípios da defesa dos direitos humanos, da equidade, da justiça social e da garantia da cidadania. O compromisso profissional consiste em viabilizar o acesso a direitos dentro do espaço prisional, contribuindo para que a pessoa privada de liberdade seja reconhecida como sujeito de direitos”, pontuou.

A profissional relembra um caso marcante que demonstra o impacto do atendimento humanizado na vida das pessoas privadas de liberdade. “Um dos acompanhamentos que mais me marcou foi o de um reeducando que estava há mais de cinco anos sem contato com a família. Ele se isolava e não participava das atividades da unidade. Após um trabalho de busca ativa, conseguimos localizar uma filha, que aceitou realizar uma visita assistida. O encontro foi breve, mas muito emocionante. A partir daquele momento, ele mudou completamente o comportamento, voltou a conviver socialmente, ingressou nos estudos e concluiu a formação pela EJA. Essa experiência mostrou, de forma muito concreta, como o fortalecimento de vínculos e o trabalho humanizado podem transformar trajetórias dentro do sistema prisional”, descreveu.

A servidora Karina Pereira Frasson é assistente social e atua há 22 anos no sistema prisional. Nesse período, acompanhou muitas trajetórias e contribuiu com a transformação de muitas pessoas. “Ao longo dos meus 22 anos atuando nas unidades prisionais, diversas histórias me marcaram positivamente, principalmente quando conseguimos contribuir para que pessoas retomem seus vínculos familiares, tenham acesso à documentação ou que saiam do sistema com novas perspectivas de vida. Esses momentos só evidenciam a importância do trabalho social dentro da execução penal”, ressaltou.

“Me sinto privilegiada e orgulhosa por fazer parte da evolução que a Sejus vem construindo ao longo dos anos, especialmente no fortalecimento das ações voltadas à promoção da cidadania e à reintegração social. É gratificante acompanhar uma instituição cada vez mais preocupada não apenas com o cumprimento da pena, mas também com a forma como o cidadão retornará ao convívio em sociedade”, complementou Karina Pereira Frasson.

 

Mais de 30 anos dedicados ao Serviço Social

Maria Jovelina Debona é assistente social por formação e atuou nas unidades prisionais do Estado por mais de 30 anos. Atualmente, coordena as ações da Subgerência de Assistência Religiosa e Minorias (Subarm).

Neste Dia do Assistente Social, ela relembra com carinho como escolheu a profissão que transformou sua trajetória de vida. “Eu sempre digo que escolhi o serviço social a partir de uma frase simples. Na época do vestibular, uma colega falou para mim: ‘Serviço Social trabalha com pessoas’. Eu não conhecia nenhum profissional da área, nunca tinha sido atendida por um assistente social e não sabia exatamente o que a profissão fazia. Mas aquela frase definiu a carreira que eu seguiria”, frisou.

“Me formei em Serviço Social pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e comecei minha trajetória trabalhando com crianças em situação de rua. Pouco tempo depois, em 1988, ingressei na Secretaria da Justiça (Sejus) como assistente social. Sou muito grata à Sejus, aos gestores, secretários e chefias com quem trabalhei ao longo desses anos. Sempre tive oportunidades de participar de debates, conselhos de direitos humanos, comitês e outros espaços importantes de discussão. Isso ampliou muito meu olhar profissional e meu entendimento sobre os diversos espaços ocupados pelo serviço social e a importância desse ofício. Hoje, olhando para toda essa caminhada, me sinto realizada com a profissão que escolhi.”

 

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