11/02/2026 16h19

Projeto Cinematerapia promove saúde mental e mais segurança no Centro Prisional Feminino de Cachoeiro de Itapemirim (CPFCI)

No Centro Prisional Feminino de Cachoeiro de Itapemirim (CPFCI) o cinema virou aliado da segurança. Conduzido pelas áreas Psicossocial e Operacional, o Projeto Cinematerapia transforma a rotina das internas, utilizando narrativas cinematográficas como ponte para a saúde mental e a humanização do ambiente prisional. O projeto teve início em janeiro e é realizado uma vez na semana, com a participação de 80 internas.

A psicóloga Jacqueline Neves da Cruz explica que a iniciativa vai além da simples exibição de filmes. “Utilizamos os filmes para estimular o controle emocional e a ampliação da consciência crítica. A rodas de conversa estruturadas possibilitam um espaço seguro de escuta qualificada, validação emocional e reflexão sobre padrões de comportamento, responsabilização e construção de novos projetos de vida", explica a psicóloga.

Os títulos dos filmes são escolhidos de forma estratégica. Nomes como o aclamado “Ainda Estou Aqui” são utilizados para abordar temas sensíveis como o luto, perdas simbólicas e a resiliência diante de adversidades. Já o longa “Herói da Liberdade” provoca reflexões sobre ética, coragem moral e desigualdades sociais.

Outros títulos, tais como “A Teia”, “Corajosos”, “Um Sonho de Liberdade”, “O Menino do Pijama Listrado” e “Que Horas Ela Volta?”  também trabalham reflexões sobre culpa e possibilidade de reparação, preconceito e desumanização, planejamento para o futuro e esperança, além de projeto de vida por meio da educação, autoestima e empoderamento feminino.

“Mais do que entretenimento, a atividade promove reflexão, diálogo e construção de novas perspectivas, reforçando o compromisso que temos com a humanização do cumprimento da pena e com a preparação para o retorno dessas mulheres à sociedade”, disse a diretora do Centro Prisional Feminino de Cachoeiro de Itapemirim (CPFCI), Mikeli Patta Catein.

 

Reflexões e aprendizados com filmes exibidos

A interna D.P.S. é participante do projeto e afirma que tem aprendido muito com as reflexões de cada filme exibido.  “O Cinematerapia tem sido muito importante para nós porque abre as nossas mentes. Estar privado de liberdade, não é estar privado de conhecimento. Mesmo estando presa, tenho aprendido muitas coisas aqui dentro, porque às vezes a gente está livre, mas ao mesmo tempo presa por não refletir sobre nossas atitudes e sofrer consequências. Aqui, tenho aproveitado novas oportunidades de mudança”, disse a interna D.P.S.

“Conseguimos impactos importantes também na área operacional, com a redução da tensão emocional e conflitos interpessoais, pois verificamos aumento da empatia entre elas, com o fortalecimento da coesão do grupo. Tudo isso contribui para um ambiente mais harmonioso e para mudanças de comportamento que influenciam no retorno ao convívio social”, ressaltou a diretora da unidade, Mikeli Patta Catein.

 

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