Festa da Penha 2026: Imagem de Nossa Senhora da Penha percorre presídio feminino de Cariacica pelo terceiro ano consecutivo
O Centro Prisional Feminino de Cariacica (CPFC) recebeu, nesta terça-feira (07), a peregrinação da imagem de Nossa Senhora da Penha. A passagem marcou o terceiro dia do Oitavário com o tema “Com a Virgem da Penha, junto aos irmãos que vivem encarcerados”.
Este é o terceiro ano consecutivo que a imagem da padroeira do Espírito Santo percorreu toda a unidade prisional feminina, incluindo o sistema prisional capixaba na programação da 456ª edição da Festa da Penha. A festa é uma das mais tradicionais manifestações religiosas do país.
A iniciativa também evidencia o papel da assistência religiosa voltada às pessoas privadas de liberdade, ação considerada pela Secretaria da Justiça (Sejus) como um importante instrumento no processo de ressocialização da pessoa presa.
Peregrinação
A imagem de Nossa Senhora dos Milagres percorreu o alojamento-materno, salas de aula, biblioteca, galerias, em um momento de oração e fé. A peregrinação foi acompanhada por voluntários da Pastoral Carcerária.
Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Vitória, destacou que a visita ao presídio feminino com a imagem da Virgem da Penha representa um sinal da ternura de Deus, capaz de renovar sonhos e esperanças mesmo diante das dificuldades do cárcere. Ele também abençoou servidores penitenciários.
“Nós hoje visitamos aqui o presídio feminino, trazendo a imagem da Virgem da Penha, sinal da ternura de Deus. Muitas vezes o sistema prisional e a situação na qual se encontram nossas irmãs podem roubar a esperança e os sonhos. A Virgem da Penha traz sonho, esperança e a sua força materna. Por isso, eu peço bênçãos sobre todos aqueles que trabalham no sistema prisional, todos os funcionários, pois com tanta generosidade diante de situações tão difíceis, é possível transformar a vida dessas mulheres. Que a Virgem peregrina leve consigo o príncipe da paz para que possa comunicar a graça, o dom da fé e, de maneira especial, sonhos e esperanças que nunca sejam roubados dos corações dessas nossas irmãs. Que Deus vos abençoe hoje e sempre”, disse Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza.
Assim como no ano passado, internas do Ateliê Mãos Livres produziram em crochê mais uma imagem de Nossa Senhora da Penha que foi entregue ao Convento da Penha, além de um amigurumi com a imagem de São Francisco de Assis. Este ano, a 456ª edição da Festa da Penha celebra os 800 anos da morte do santo, com o tema “Fazei de nós instrumentos da paz”. As peças foram recebidas pelo Frei Pedro Oliveira.
“É uma grande alegria podermos estar aqui, mais uma vez, trazendo a imagem peregrina de Nossa Senhora da Penha, a mãe que veio visitar suas filhas, que não podem ir até ela. Para nós, do Convento da Penha, que cuidamos dessa imagem, somos guardiões dessa imagem, foi muito bom estar aqui. Essa imagem, confeccionada com tanto carinho pelas nossas detentas, será apresentada no nosso momento devocional. Vamos apresentá-la para o povo, para que todos vejam de fato as mãos que teceram a imagem da mãe. Sem sombra de dúvidas, em cada ponto usado para tecer essas imagens, existe um ponto de esperança, existe um ponto de confiança, de que a mãe continua olhando por elas”.
“Ao sairmos daqui hoje, nós queremos dizer: onde houver desespero, que eu leve a esperança. Foi com esse olhar que nós aqui viemos. Que Nossa Senhora da Penha, nosso pai Francisco, abençoe a cada uma”, destacou Frei Pedro Oliveira.
A ação faz parte da assistência religiosa ofertada às pessoas privadas de liberdade. Atualmente, cerca de dois mil voluntários religiosos atuam nas unidades prisionais do Estado, promovendo atendimentos regulares por meio de instituições de diferentes crenças, incluindo grupos católicos, evangélicos e espíritas.
O subsecretário de Estado da Ressocialização da Sejus, Marcelo Gouvêa, ressalta que a peregrinação da imagem de Nossa Senhora da Penha no Centro Prisional Feminino de Cariacica reforça a importância da assistência religiosa como um dos pilares do processo de ressocialização.
“Momentos como este levam fé, acolhimento e esperança às pessoas privadas de liberdade, contribuindo diretamente para a reconstrução de projetos de vida. A Secretaria da Justiça reconhece e valoriza o trabalho desenvolvido pelos voluntários religiosos, que atuam de forma contínua nas unidades prisionais, promovendo não apenas apoio espiritual, mas também fortalecimento emocional e social. Essa presença é fundamental para humanizar o ambiente prisional e ampliar as oportunidades de transformação”, concluiu.
Na próxima sexta-feira (10), a peregrinação será realizada na Penitenciária Estadual de Vila Velha 6 (PEVV6), no Complexo Penitenciário Eduardo Pereira da Silva, em Xuri.
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