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Projeto de música promove ressocialização de internos em São Domingos do Norte

Publicado em: 26/10/2026 14h59 - Atualizado em: 26/10/2026 15h06
 Projeto de música promove ressocialização de internos em São Domingos do Norte

Promover esperança para recomeçar por meio da música. É esse o objetivo do projeto ofertado aos internos do Centro de Detenção Provisória de São Domingos do Norte (CDPSDN), que ensina técnicas e acordes do violão como forma de ressocialização.

A iniciativa recebeu o nome ‘Notas da Esperança’ e busca desenvolver nos participantes habilidades musicais, criatividade, disciplina, responsabilidade, autoestima e trabalho em equipe. Participam do projeto 16 internos, com aulas práticas desenvolvidas duas vezes por semana, com uma hora de duração.

Coordenado pelo diretor-adjunto da unidade prisional, Josimar Veronez, que é policial penal, a proposta vai além da segurança. “Nossa missão principal é garantir a segurança, a ordem, a disciplina e a aplicação da lei na unidade prisional. Mas também temos outra missão não menos importante que é a ressocialização. Quando eu entro na sala do projeto de música, lembro que a nossa atuação vai muito além de trancar portas. Ela também é sobre abrir caminhos”, ressaltou.

As aulas são conduzidas pelo interno D.O.L. que ensina as habilidades musicais ao grupo de internos de forma voluntária. Ele, que aprendeu a tocar violão aos 18 anos, afirma que a música tem o poder de transformar vidas.

“A música em minha vida representa amor, esperança, vitória, vida e alegria. Também me sinto grato em poder compartilhar tudo que aprendi com outras pessoas.  O projeto tem ajudado não só a mim, mas também aos meus irmãos, que têm participado das aulas com o desejo de aprender. Assim como a música tem transformado muitas coisas em minha vida, desejo que todos aqui possam ser transformados e que tenham a vontade de abandonar o passado para viver uma nova vida”, disse D.O.L.

Para iniciar o projeto, as aulas foram planejadas juntamente com a direção da unidade e a equipe psicossocial. Os instrumentos foram adquiridos pela Secretaria da Justiça (Sejus), com recursos do Fundo Rotativo do Sistema Penitenciário.

“A música tem um poder único. Naquelas horas de ensaio, não existem apenas grades ou uniformes, existem pessoas focadas em aprender, em cooperar e em construir algo bonito juntas. Eu vejo nos olhos de cada um deles o resgate da dignidade, da disciplina e da esperança que o crime tentou apagar. Cantar e tocar não anula o passado de ninguém, mas planta uma semente para o futuro. Se a música conseguir transformar a mente de um único homem dentro da unidade prisional, para que ele não volte a cometer crimes, todo o nosso esforço já terá valido à pena”, pontuou Veronez.

 

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