Sejus e PPES concluem 11ª Operação Mute sem apreensão de celulares em presídios do Espírito Santo
A Secretaria da Justiça (Sejus)
e a Polícia Penal do Espírito Santo (PPES) concluíram a 11ª fase da Operação
Mute sem o registro de apreensão de aparelhos celulares nas unidades prisionais
do Estado. A ação, realizada ao longo desta semana, tem como objetivo combater
a comunicação ilegal dentro dos presídios e enfraquecer a atuação de
organizações criminosas.
No Espírito Santo, a operação
foi realizada em três unidades prisionais da Região Metropolitana da Grande
Vitória e mobilizou cerca de 300 policiais penais da Divisão de Operações Táticas
(DOT), da Divisão de Escolta e Recaptura Policial (DERP), além das equipes
operacionais das próprias unidades.
Foram revistadas 349 celas,
alcançando galerias ocupadas por cerca de 3.200 pessoas privadas de liberdade.
Também foram empregados cães especializados em guarda, proteção e faro de
entorpecentes, reforçando o trabalho de fiscalização e controle nas unidades. Além
de não haver registros de aparelhos celulares nas unidades, nenhum material como
drogas e armas de fogo foram encontrados.
A Operação Mute é coordenada
pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e ocorre
simultaneamente em todo o sistema penitenciário nacional, com foco na
identificação de comunicações ilícitas, além da entrada de armas, drogas e
outros materiais proibidos.
No Estado, as revistas
ocorreram na Penitenciária Estadual de Vila Velha 3 (PEVV3), localizada no
Complexo Penitenciário de Xuri; no Centro de Detenção Provisória de Viana 2
(CDPV2); e no Centro de Detenção Provisória de Guarapari (CDPG).
Para o secretário de Estado da
Justiça, Nelson Merçon, o resultado da
Operação Mute no Espírito Santo comprova o padrão permanente de controle,
segurança e atualização tecnológica adotados pela Secretaria da Justiça (Sejus),
bem como o preparo técnico da Polícia Penal do Espírito Santo (PPES).
“A Secretaria da Justiça e a Polícia Penal do
Espírito Santo vêm consolidando um modelo de controle prisional baseado em
inteligência, disciplina operacional e presença permanente do Estado dentro das
unidades. O fato de nenhum aparelho celular ter sido encontrado durante a
Operação Mute comprova a efetividade desse trabalho preventivo e reforça a
capacidade do sistema prisional capixaba em custodiar com qualidade, bloquear
comunicações ilícitas e, principalmente, nosso compromisso direto com a
segurança pública da população”, enfatizou Nelson Merçon.
Balanço
No Estado, em todas as fases da
Operação Mute, realizada desde 2023, nenhum aparelho de telefone celular foi
encontrado durante as revistas, cenário diferente de demais estados da
federação.
Na última edição da Operação
Mute, realizada em março deste ano, foram mobilizados 3.547 policiais penais em
todo o país. A ação resultou na revista de 2.766 celas, em 89 unidades
prisionais, com apreensão de 424 aparelhos celulares e recaptura de 23
foragidos. Ao todo, participaram da operação unidades que somam mais de 54 mil
pessoas privadas de liberdade.
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