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Sistema prisional do Espírito Santo realiza simulação de fuga com uso de drones e câmeras termais

Publicado em: 29/05/2026 10h57

Uma simulação de fuga em presídio com buscas noturnas realizadas por drones, operações em área de mata e perseguição pela água vai mobilizar forças de segurança nesta sexta-feira (29), na Casa de Custódia de Vila Velha (Cascuvv). A ação vai colocar à prova o uso de tecnologias aéreas em situações críticas e treinar operadores de segurança para ocorrências reais de recaptura de fugitivos.

Os exercícios fazem parte do Workshop de Operações com Drones, promovido pela Secretaria da Justiça (Sejus), Polícia Penal do Espírito Santo (PPES) e  Guarda Municipal de Vila Velha (GMVV), voltado a profissionais da segurança pública e operadores de aeronaves remotamente pilotadas.

São 120 alunos, integrantes da Polícia Penal, GMVV, Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), Corpo de Bombeiros Militar (CBMES), Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Científica (PCIES) e Polícia Penal Federal, incluindo profissionais de outros estados.

O treinamento é conduzido pelo analista tributário da Receita Federal do Brasil, Bruno Carcará de Oliveira, responsável por atuações estratégicas na Tríplice Fronteira, região que compreende Brasil, Paraguai e Argentina.

O palestrante vai compartilhar experiências reais de operações de ISR (Intelligence, Surveillance and Reconnaissance), técnicas de aquisição de alvos, integração entre drones e equipes em solo, além de lições aprendidas em cenários complexos de combate ao crime organizado.

Ele explica o principal objetivo do aprendizado. “O drone não deve ser visto apenas como uma câmera voadora, mas como uma ferramenta de inteligência. Nas operações da Tríplice Fronteira aprendemos que vigilância persistente, análise de comportamento, monitoramento de áreas críticas e integração entre equipes aéreas e terrestres aumentam muito a capacidade de prevenção e resposta. Esses mesmos conceitos podem ser aplicados ao sistema prisional e à segurança pública para detectar ameaças precocemente, monitorar áreas vulneráveis e apoiar ações operacionais com mais segurança e eficiência”, destacou Bruno Carcará de Oliveira.

Tecnologia auxilia trabalho operacional e de inteligência prisional

No Espírito Santo, a Sejus tem investido nessa tecnologia para auxiliar as ações de segurança nas unidades prisionais do Estado. Ao todo, 51 equipamentos foram adquiridos e 81 policiais penais foram capacitados para operar drones. A expectativa é que até o final deste ano mais 80 policiais penais recebam a formação. 

Entre os drones adquiridos pela Sejus, estão os equipamentos, modelo Matrice 30T, que contam com câmera térmica capaz de visualizar e medir a radiação infravermelha, emitida por corpos ou objetos, convertendo-a em imagens com cores que indicam diferentes temperaturas, recurso que auxilia o operador de segurança também nas missões noturnas.

Esses equipamentos serão utilizados no exercício simulado que será realizado na Casa de Custódia de Vila Velha (Cascuvv), na Glória. Os drones são usados no sistema prisional para o monitoramento das saídas e entradas dos custodiados nas unidades prisionais, o acompanhamento aéreo dos locais de banho de sol e ações de inteligência.

De acordo com o subsecretário de Estado da Administração do Sistema Penitenciário, Eduardo Faria, os drones são ferramentas fundamentais para o monitoramento preventivo e operacional nas unidades prisionais do Estado.

“Além do caráter preventivo, os drones ampliam a capacidade operacional dos policiais penais. São equipamentos que conseguem alcançar locais onde, muitas vezes, a atuação humana encontra limitações, especialmente em áreas extensas de mata, regiões alagadas ou operações noturnas. Com o apoio das imagens aéreas e das câmeras termais, as equipes conseguem ter uma leitura mais rápida e precisa do cenário, o que torna a tomada de decisão muito mais eficiente e segura. Isso significa melhor emprego do efetivo, mais agilidade nas respostas operacionais e redução de riscos para os nossos policiais penais”, ressalta Eduardo Faria.

Exercício simulado

O exercício simulado será realizado durante a noite em três cenários operacionais diferentes. O objetivo do treinamento é preparar as equipes para situações complexas, especialmente em ambientes com baixa visibilidade, utilizando drones como um importante recurso de intervenção. A previsão é realizar a simulação das 19h às 21h desta sexta-feira (29). A ação também terá o apoio do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer).

A atividade terá como foco identificar a altura ideal de voo dos equipamentos, o tipo de drone mais adequado e o desempenho das câmeras termais para localização dos suspeitos em ambiente de baixa luminosidade.

No primeiro exercício, policiais penais da Divisão de Operações Táticas (DOT) entrarão em uma área de mata utilizando roupas semelhantes às de internos, a fim de simular uma fuga de presos. A proposta será testar a capacidade dos equipamentos para localização dos “foragidos”, avaliar quais câmeras são mais eficientes para esse tipo de intervenção em ambiente noturno.

Durante a ação, os drones vão monitorar a região para identificar a origem e a movimentação relacionada aos disparos, permitindo avaliar a eficiência do equipamento em situações de confronto e rastreamento.

O terceiro treinamento vai simular uma fuga pela água. Policiais penais da DOT e da Divisão de Escolta e Recaptura Policial (DERP) serão os atores que irão atravessar um trecho aquático no escuro, simulando a evasão de presos. O exercício terá o apoio da Capitania dos Portos do Espírito Santo.

 

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