Unidade prisional confecciona santinhas para Hospital Santa Rita
O Centro Prisional Feminino de Cariacica (CPFC) entregou,
nesta sexta-feira (22), 50 miniaturas de Santa Rita de Cássia à Afecc –
Hospital Santa Rita. As peças foram produzidas por internas da unidade
prisional no Ateliê Mãos Livres.
A
entrega tem caráter simbólico, já que nesta sexta-feira é celebrado o Dia de
Santa Rita, conhecida como a santa das causas impossíveis. As miniaturas feitas
em crochê serão destinadas a pacientes oncológicos em tratamento no hospital,
como gesto de acolhimento, esperança e fé.
“A
fé tem um papel importante na vida de quem enfrenta momentos difíceis. Para
muitos pacientes, a imagem de Santa Rita representa esperança e força para
seguir no tratamento. Dentro da unidade prisional, a fé também transforma
vidas, ajudando as internas a enfrentarem o cárcere e acreditarem em uma nova
trajetória”, destacou a policial penal Elaine Caetano, que acompanha o trabalho
das internas no ateliê.
A interna M.S.V. trabalha no
ateliê e participou na confecção das santinhas em crochê com mais 18 internas.
Ela ressalta que o trabalho e a fé ajudam a dar esperança. “No ateliê a gente confecciona
afeto, amor e esperança não só para quem recebe, mas também para gente que
confecciona cada ponto do artesanato. É uma forma de levar esperança para quem
precisa de cura e depositar, em Santa Rita das causas impossíveis, a fé na
graça que cada pessoa deseja alcançar”, disse.
Esta não é a primeira
ação solidária realizada pelo CPFC em parceria com a Afecc – Hospital Santa
Rita. Em março deste ano, internas confeccionaram 40 almofadas em formato de
coração para pacientes com câncer de mama submetidas à mastectomia. As peças
auxiliam na recuperação pós-cirúrgica, oferecendo mais conforto e ajudam na
redução da dor.
A psicóloga da Affec-Hospital Santa Rita, Lorranny Guedes,
ressalta a importância da fé e da espiritualidade para quem recebe o
diagnóstico de uma doença grave como o câncer “A espiritualidade e a fé são reconhecidas
como fontes importantes de acolhimento, esperança e fortalecimento emocional
durante o tratamento oncológico, especialmente em momentos marcados pela dor e
pela reflexão sobre a finitude. Ao respeitar as crenças e valores de cada
paciente, o cuidado espiritual ajuda a ressignificar a experiência da doença,
oferecendo conforto, propósito e apoio também aos familiares e acompanhantes.
Esse olhar acolhedor contribui para reduzir a ansiedade, o sofrimento e o
sentimento de solidão, favorecendo o bem-estar psicológico e a qualidade de
vida ao mostrar que há vida além do câncer” pontuou.
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